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domingo, 6 de outubro de 2013


Malva e Juta: prospecção da Cadeia Produtiva no Estado do Estado do Amazonas

David Nunes1

1Formando em Logística do Centro Universitário Luterano de Manaus, em 2013.2.

 A Juta é uma planta típica de região de várzea; a malva é uma planta inicialmente típica de terra firme, mais depois adaptada à região de várzea. A casca do caule da malva e da juta após coletada, macerada e seca apresenta-se como fibra, com a qual se produz fio que serve de matéria-prima para a indústria de sacaria e outros produtos de diferentes utilidades. No Brasil, o estado do Amazonas é responsável pelo maior percentual da receita nacional de malva e juta.

Os principais municípios produtores de malva e juta são: Anamã, Anori, Beruri, Codajás, Coari, Careiro da várzea, Caapiranga, Itacoatiara, Iranduba, Manaquiri, Manacapuru e Parintins. A área total de plantio é de aproximadamente 12.300 hectares, onde foram colhidos aproximadamente 14.700 toneladas de malva e juta entre 2010 e 2011, beneficiando diretamente em torno de 30 mil pessoas.

Devido ao surgimento de fibras sintéticas e outros tipos de embalagens substituíram a sacaria de fibras de malva e juta, consequentemente houve uma queda na produção do produto na região. Sendo assim, os governos Federal, Estadual  e Municipal terão que criarem politicas de incentivos aos malvinos e juticultores; com tecnologias e infraestrutura para competitividade dos produtos na região (BARBOSA, 2013).

A Juta chegou ao Estado do Amazonas trazida pelos Japoneses, sendo o dr. Tsukasa Uyetsuka o primeiro incentivador dessa cultura, cujos esforços de empreendedor transformaram grandes áreas incultas em produtos de juta o que representou o progresso na década de 30:

A fundação e o povoamento da vida Amazônica pelos japoneses, no município de Parintins, proporcionaram produção de juta superior àquela da Índia em qualidade. No Amazonas e também Pará, os japoneses identificaram condições climáticas e geológicas apropriados à cultura da juta, cuja associação a uma mão de obra diligentes se fazia imprescindível para produção em grande escala (BARBOSA, 2013, p.105).

 A produção de um protótipo de maquina descorticadora de malva e juta, por grupos de pesquisa da Universidade Federal do Amazonas, após o desenvolvimento de diversas versões desses mesmo equipamento, ainda não representa a evolução necessária para consolidar elevado nível de produtividade e maior competitividade do setor produtivo de malva e juta, no Estado do Amazonas. No entanto, representa avanço significativo dos trabalhos de pesquisas ainda em andamento.

A produção de sementes de malva e juta continua sob o domínio do estado do Pará, enquanto o Governo do Amazonas realiza a compra das mesmas, entregando-os aos malvicultores e jutificultores responsáveis pelo plantio e acompanhamento e comercialização.

 Referências Bibliográficas

BARBOSA, Evandro Brandão. Celso Furtado na Amazônia. Manaus: Edição do Autor, 2013.

 

       

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