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domingo, 6 de outubro de 2013


Malva e Juta no Amazonas

Adriane Prado1

1Formanda em Logística do Centro Universitário Luterano de Manaus, em 2013.2.

O cultivo de malva e juta está presente no Amazonas desde a metade do século XX, ela chegou no estado do  Amazonas trazida pelos japoneses. O dr. Tsukasa Uyetsuka, que foi o incentivador, empreendedor, utilizou áreas improdutivas em grandes áreas de produção e cultivo de juta, o município de Parintins foi escolhido para o povoamento  da Vila Amazônica pelos japoneses. As condições climáticas dessa região propiciaram aos japoneses, a produção em grande escala.

A juta é uma planta típica de região de várzea e a malva é típica de terra firme. Após coletada, a juta e a malva passam por processos de secagem, transformando-se em fibras em condições de produzir fios naturais. Essa matéria-prima é bastante usada em indústrias para fabricação de sacarias e outros produtos. O estado do Amazonas conta com 13 municípios produtores de malva e juta, entre eles estão: Careiro da Várzea, Anori, Parintins, Itacoatiara, Iranduba e Caapiranga. Nos anos de 2010 e 2011 foram colhidas aproximadamente 14.700 toneladas, o que beneficiou em torno de 30 mil pessoas (BARBOSA, 2013). Com a entrada no mercado de produtos de fibras sintéticas e outras embalagens descartáveis, que substituíram as embalagens feitas de sacarias de fibras naturais, houve uma queda na produção de fibra de malva e juta em meados dos anos 80. 

O setor agrícola precisa de ajuda, e de condições básicas para organizar sua produção fazendo com que seus produtos possam ter um aumento efetivo e econômico. Atualmente, a procura por produtos ecologicamente corretos faz com que as pessoas e empresas estejam mais interessadas em adquirir esses tipos de produtos. Mas para que isso aconteça é necessário que haja uma infraestrutura adequada; “atualmente este setor produtivo carece de organização infraestrutural na sua cadeia produtiva; condições básicas capazes de tornar efetivo o potencial econômico do setor a fim de atender à crescente demanda mundial por embalagens ecologicamente corretas” (BARBOSA, 2013, p.104).

Verifica-se que a importância da participação do Governo do estado do Amazonas é indispensável na produção de malva e juta, conforme esclarece Barbosa (2013)

 Portanto, o apoio do Governo do estado do Amazonas é inegável à cadeia produtiva de malva e juta. Atualmente, a cadeia produtiva da malva e/ ou de juta pode ser entendida como: estruturação das terras para o plantio; produção de sementes; cultivo; produção de mudas; corte; maceração; lavagem; secagem; enfardamento; transporte e comercialização. Essa cadeia funciona de forma precária, principalmente porque mantém ainda práticas de produção da primeira metade do século XX. As condições de trabalho dos malvicultores e juticultores no Estado do Amazonas não correspondem aos preceitos de qualidade de vida desejáveis nesse início do século XXI (p.110).  


Está claro que o Governo do Amazonas tem investido fortemente no mercado de juta e malva. No entanto, ainda há necessidade de mais investimentos no setor de fibras no Estado; porque assim o processo produtivo de juta e malva irá apresentar melhorias desde o cultivo até sua matéria-prima final, que são os fios. Com o incentivo e o apoio do Governo, o Amazonas não irá importar mais sementes de outro estado; além disso, poderá investir mais em infraestrutura adequada na produção dessa matéria-prima para a produção de tecidos para sacaria. Finalmente, o resultado será melhores condições de vida e de trabalho para malvicultores e juticultores do estado do Amazonas.

Referências Bibliográficas

BARBOSA, Evandro Brandão. Celso Furtado na Amazônia, Manaus: Edição do Autor, 2013.

 

 

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